:: Fachadas de Apartamento: Pode Alterar? ::

segunda-feira, dezembro 28, 2009 Unknown 0 Comments

Atualmente o fechamento de varandas para ampliar a área social dos apartamentos tem sido uma opção recorrente. Um assunto que sempre gera discussão quando o proprietário opta por esta solução: como fica a fachada?

Deve-se estar atento às regras do condomínio. Se não houver um padrão, deve-se conversar com o síndico e em assembléia, verificar se existem mais condôminos com o mesmo interesse e chegar a um consenso com o modelo do fechamento, que tornará-se o padrão do edifício.

No caso abaixo, publicado na Revista Consultor Jurídico de 30 de novembro de 2007, o condômino respondeu por alteração da fachada sem a devida autorização sendo obrigado a desfazer o fechamento:

"Fora do padrão - Condômino responde por alterar fachada sem aval
Condomínios têm o direito de propor ação demolitória, para resguardar o bem estar social, contra proprietário de apartamento que altera fachada do edifício sem autorização da assembléia de condôminos. A conclusão é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do Recurso Especial de um proprietário de um imóvel contra o Condomínio do Edifício Varandas de Guarapari, da cidade de Guarapari, no Espírito Santo.

Com o objetivo de conseguir a aprovação dos outros condôminos para fechar com vidro a varanda de seu imóvel, o proprietário levou a questão à assembléia. Após empate da 4 a 4 na votação, ficou estabelecido que, na reunião seguinte, seria decidido o caso. Antes, no entanto, de obter a autorização, o proprietário fez o fechamento.

O condomínio propôs, então, ação demolitória contra o condômino para obrigá-lo a desfazer o fechamento da varanda do imóvel. Em sua defesa, o proprietário afirmou que o vidro, transparente, em nada alterou a fachada do edifício. Em primeira instância, o pedido de demolição foi julgado procedente. O juiz afastou a alegação de falta de interesse de agir do condomínio.

O proprietário recorreu. Após examinar o processo, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo manteve a decisão. “A Lei 4.591/64, em seu artigo 10, proíbe que qualquer condômino altere a forma externa da fachada”, observou o Tribunal. “O que se tem, portanto, é uma flagrante ilegalidade do recorrente, que se antecipou à decisão do condomínio, de seus pares, agindo de forma individualista e desrespeitando a lei. É claríssimo o direito do condomínio de buscar o desfazimento do ato ilegal perpetrado por um dos seus condôminos."

Segundo a decisão, como se trata de norma de direito civil, de caráter privado, as partes poderiam convencionar diversamente sobre o assunto. “Entretanto, caso não haja convenção em sentido contrário ao que prega a norma abstrata, aplica-se essa última. No caso em tela, tem-se justamente isso”, registrou o acórdão. “A execução do fechamento da varanda está a infringir a própria lei de regência e, portanto, configurado todo o interesse do condomínio em propor a presente ação demolitória.

No recurso para o STJ, o condômino afirmou, entre outros argumentos, que a decisão violou o artigo 535 do Código de Processo Civil. O recurso não foi conhecido. “Não há omissão a sanar e, por isso mesmo, qualquer violação do artigo 535 do CPC”, considerou o relator do caso, ministro Fernando Gonçalves. Para ele, a questão é estritamente de prova.

Para a sentença e o Tribunal de origem o fechamento da varanda com vidro importa em alteração da fachada do prédio, vedada pela lei. Para o recorrente não. Não há como, na via do especial, de índole extraordinária por excelência, imiscuir nisso para, com base nos fatos, chegar a conclusão diversa daquela sugerida pelas instâncias ordinárias”, concluiu o ministro. "

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imagem: sxc.hu uploaded by straymuse

:: Feliz Natal!! ::

quinta-feira, dezembro 24, 2009 Unknown 0 Comments


:: Prêmio Destaque 2009 Casa Cor Campinas ::

quinta-feira, dezembro 17, 2009 Unknown 0 Comments


:: Decoração :: Hall Edifício Comercial ::

segunda-feira, dezembro 07, 2009 Unknown 0 Comments


::: ANTES :::

Um prédio antigo em uma das mais movimentadas e importantes avenidas de Campinas. Para o hall, estreito e longo, foi pedido um clima aconchegante, diferentemente da linguagem comercial, por vezes fria, com elementos cromados e couro.

A proposta seguiu uma linha rústica com um banco e mesa lateral em madeira da loja Vovó Passou Por Aqui, o quadro existente em tons laranjas recebeu destaque (antes ficava atrás do zelador), uma luminária alta equilibrou a composição com a rafis no lado oposto.

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Na parede direita, existiam molduras decorativas de gesso as quais serviram para compor uma galeria, com fotos antigas de Campinas em sépia, impressas em tecido piquet pela Projeto Sign.

O resultado é um ambiente alegre, colorida e bem receptivo!



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